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domingo, 20 de abril de 2014, 15:23

 

                      Geração 22-22-22, caindo na real o jovem ganha mal.

 

Os americanos procuram o jovem 22-22-22, significando: alguém com 22 anos, trabalhando 22 horas por dia e ganhando US$ 22 mil por ano. Quer dizer, trabalha sem parar, sempre acompanhado dos instrumentos da mobilidade, seus blackberries, smartphones e “devices” interativos para permanecer on the job, on line, all time.

 

Aqui no Brasil percebo o mesmo movimento. Fiquei sabendo dos ganhos de jovens de alto valor como potencial de realização e talento nessa faixa dos 22 anos, e passamos a ter também aqui os 22-22-22. No Brasil, com a idade de 22 anos, trabalhando 22 horas por dia e ganhando R$ 2.200 por mês. Ao contrário do que os críticos dos jovens pensam, essa nova geração dos 22-22-22 não tem nada a ver com as descrições românticas e pontuais das exceções da turma dos Y’s. Esses millennials, já nascidos na lei da interatividade, podem parecer que estão escalando, na praia, no campo, no aeroporto para férias, mas estão all time, on the job, on line.

 

As máquinas sutis, leves e esteticamente sedutoras do poderoso design appleniano, fazem com que os Ipads iludam a mente e criem uma metapsicologia de prazer full time. Já não se percebe mais o que é uma doação criadora de trabalho para o novo padrão 22-22-22 de extração de mais valia, ou o que seria apenas entretenimento, conforme as pesquisas reveladoras de que quase a metade do uso de smartphones tem esse uso: passatempo. Uma evolução sobre as revistinhas antigas de palavras cruzadas.

 

As exceções servem para configurar a regra. Os novos jovens da geração 22-22-22, ou cada vez mais entrepreneurs: 18-18-18, nas escolas empresas, proliferam. Tenho alunos jovens que tem me surpreendido, com uma vontade positiva de trabalhar, isso é muito bom. Afinal, o prazer pela criação, a ciência, a arte , a obra de um trabalho é algo que pode permitir ao ser humano a felicidade, como refletiu e registrou o Prof. Freud. Sinto que esses jovens mais jovens são diferentes dos jovens menos jovens. São diferentes. Trabalham muito, all time, on line, always on the job… E o dinheirinho? 18-18-18 ou 22-22-22!

 

José Luiz Tejon Megido

• Jornalista e Publicitário;

• Comentarista da Rádio Estadão;

• Mestre em Educação, Arte e Cultura;

•Doutorando em Ciências da Educação

(Universidad deLa Empresa);

• Professor de pós-graduação da FGV Incompany;

• Dirigente do Núcleo de Agronegócio da ESPM;

• Diretor Vice-Presidente de Comunicação do CCAS

(Conselho Científico para a Agricultura Sustentável);

• Ex-diretor da Agroceres, da Jacto S/A e do Grupo Estadão;

• Conselheiro do Grupo Sérios;

• Autor e coautor de 30 livros;

  Palestrante Top Five Prêmio Estadão RH 2012/2013;

• Top 100 do Agronegócio 2013 - Revista ISTO É - Dinheiro Rural

                        

 

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